Partindo da ótica de cinéfilo radical, Jacob
Pinheiro Goldberg escreveu Psicologia em Curta-metragem.
Trata-se de uma composição original que reúne
testemunhos pessoais como espectador e críticas
de contexto que abrangem a mídia da imagem na
sua interpretação social. O cinema em uma câmera
interiorizada, digamos.
De maneira a jogar com ferramenta poética e científica,
ele leva para o divã, entre outros, Akira Kurosawa,
Eisenstein, Steve Spielberg, David Lynch, personagens
e diretores de cinema. Ancora o Encouraçado
Potenkim em Copacabana e faz o contexto de
Tropa de Elite, num histórico debate
sobre a violência com o Professor Piquet Carneiro,
de Harvard, publicado no Primeiro de Janeiro,
no Porto, Portugal.
A linha-mestra é de que na aldeia global, pela
TV, pela Internet, pelo cinema estamos todos plugados,
antenados, em "atuação". Ninguém escapa ao script.
Polêmico e versátil como em toda
sua produção, este livro confirma
o que dele disse Marília Librandi Rocha,
em sua tese de doutoramento (USP): Goldberg é
o intelectual do exílio moderno no palco
rotativo, e desta vez mirando o cinema, na Ética
e na Estética. Humanismo e manipulação.